
Olá
Conhecer quem vai te escutar é parte fundamental do processo terapêutico. A história de um analista não se mede apenas por diplomas, mas pela maneira como sua própria trajetória afetou seu olhar, abriu perguntas, ampliou sua sensibilidade e o preparou para sustentar a dor e o desejo do outro.
A minha trajetória reúne duas dimensões que hoje estruturam o meu trabalho clínico:
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três décadas atuando na tecnologia e na gestão de pessoas, vivendo de perto a pressão constante por resultados, a sobrecarga silenciosa, o medo de não acompanhar o ritmo, as rupturas profissionais e emocionais, e a complexidade psíquica que atravessa quem trabalha em ambientes de alta exigência;
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e mais de mil horas de prática clínica, acompanhando pessoas em momentos de ansiedade, esgotamento, solidão, crises de sentido, reinvenções tardias e profundas transformações de identidade — especialmente na meia-idade.
Ao conhecer minha história, talvez você se reconheça em algumas dessas vivências. Talvez encontre, em algum ponto, algo que conversa com a sua própria jornada. O que eu desejo, acima de tudo, é que você perceba que aqui há presença, maturidade, ética e um compromisso real com o que sustenta qualquer processo de cuidado psíquico: uma escuta profunda, que acolhe, investiga e ajuda cada pessoa a reorganizar sua vida emocional, reencontrar clareza e construir caminhos mais autênticos para seguir.
Minha história
Minha trajetória sempre esteve ligada às pessoas, primeiro pela liderança em tecnologia, depois pela escuta psicanalítica. Foram mais de 30 anos no setor de TI, vivendo por dentro as pressões por entrega, as mudanças constantes, o medo de obsolescência, a cultura da alta performance e os silêncios emocionais que marcam esse ambiente.
Aprendi que nenhum projeto resiste quando o mundo interno começa a ruir. Por trás de cada profissional brilhante, há alguém que muitas vezes não encontra espaço para existir, especialmente em contextos onde o etarismo e a exigência permanente corroem o sentido de valor e pertencimento.
Com o tempo, percebi que o mercado passou a operar como uma máquina que exige muito e devolve pouco, apagando justamente aquilo que a maturidade torna mais valioso: experiência, profundidade, presença, reflexão. Esse confronto me mostrou um limite, não de capacidade, mas de coerência.
Foi então que retornei ao meu desejo mais antigo: compreender o humano em sua complexidade. A psicanálise deixou de ser apenas estudo e tornou-se ofício e compromisso.
Formei-me fundamentado em Freud, Lacan e autores contemporâneos, com formações pela USP, PUC-SP e FGV. Especializei-me também no trabalho com grupos, bem-estar emocional e processos de reinvenção pessoal e profissional.
Nos últimos anos, dediquei-me integralmente à clínica, acumulando mais de mil horas de prática e conduzindo grupos voltados à maturidade, ao sentido do trabalho e às relações. Acompanho pessoas que carregam sobrecarga, ansiedade, angustias, crises de identidade, solidão e a dificuldade de sustentar uma vida que corre mais rápido do que seus afetos conseguem acompanhar.
Minha sensibilidade clínica também nasce da vida: reinvenções pessoais, crises enfrentadas, experiências de exclusão e a necessidade constante de reconstruir caminhos. Por isso, minha escuta atravessa teoria e experiência, ela reconhece o que pesa, o que falta e o que ainda deseja se mover.
Hoje, uno tudo o que vivi: a profundidade da psicanálise, a experiência no mundo tecnológico e corporativo, a maturidade e meu compromisso ético para oferecer um espaço seguro e humano. Um espaço onde cada pessoa possa respirar, compreender sua história, ressignificar dores, reencontrar sua potência e abrir novos capítulos possíveis.


